Souto Moura assina novo projeto de reabilitação da EastBanc no Príncipe Real;

Souto Moura assina novo projeto de reabilitação da EastBanc no Príncipe Real
A EastBanc Portugal lançou mais um projeto de reabilitação, o Anjos Urban Palace, localizado no Príncipe Real, um bairro lisboeta onde o investidor de americano Anthony Lanier investiu em um conjunto de outros conhecidos projetos imobiliários.
A obra de reabilitação arrancou no verão de 2023 e ainda está em curso, estimando-se concluída em junho do próximo ano.
Este edifício do séc. XIX está a ser cuidadosamente restaurado num projeto liderado pelo arquiteto Eduardo Souto Moura, de forma a destacar toda a sua grandiosidade intemporal e a oferecer um ambiente propício à produtividade e ao bem-estar. Contará com duas lojas, uma de 215 m2 outra de 366 m2, e um restaurante com 650 m2, que também inclui um terraço, que contribuirão para enriquecer mais ainda a experiência de consumo local e a vivência de bairro no Príncipe Real.
Além disso, o Anjos Urban Palace alberga quatro pisos de escritórios repletos de luz natural e vistas panorâmicas para a Praça do Príncipe Real, para o Jardim Botânico e para o rio, oferecendo um ambiente inspirador para empresas que procuram qualidade.
De forma geral, o Anjos Urban Palace apresenta uma área útil total de quase 3.250 m2 e terá capacidade para receber até sete inquilinos, estando a sua comercialização a cargo das consultoras Savills e CBRE, em regime de co-exclusividade. O investimento associado a custos de reabilitação rondará os 7 milhões de euros.
Tiago Eiró, CEO da EastBanc Portugal, destaca que “o Anjos Urban Palace é o exemplo perfeito de como a reabilitação urbana consegue dar uma nova vida a um edifício histórico, mantendo a sua identidade, ao mesmo tempo que lhe confere novos usos flexíveis e adaptados às necessidades atuais do mercado. Este é um projeto que vem consolidar a estratégia da EastBanc em Portugal, cuja prioridade, nos últimos 20 anos, tem sido revitalizar o bairro do Príncipe Real”.
Acrescenta, “este pode ser também o nosso primeiro edifício a receber a certificação Breeam-In-Construction, o que comprova o compromisso da EastBanc em promover projetos que cumpram práticas de construção responsáveis”.
De acordo com o gabinete de arquitetura de Souto Moura, antes de ser adquirido pela EastBanc, o palacete pertenceu muitos anos ao Banco de Portugal, funcionando como caixa-forte, o que conferia ao edifício um aspeto muito robusto e sobredimensionado. “Com a nossa intervenção, aquilo que fizemos foi torná-lo o mais amplo possível. Abrimos as vistas para um belo jardim e reduzimos para mais da metade o número de pilares que o espaço apresentava inicialmente, por exemplo”, destaca.
Entre 1762 e 1783, foram construídos diversos prédios no local onde atualmente se encontra o edifício, tendo sido propriedade de inúmeras nobres famílias portuguesas. Em 1875, o capitalista Policarpo dos Anjos deu início a uma obra de reconstrução dos vários edifícios para dar lugar ao Palacete Anjos como o conhecemos hoje, ficando o projeto a cargo do arquiteto e cenógrafo Giuseppe Cinatti. Entre os anos de 1912 e 1917, foi “Legação dos Estados Unidos”, passando a sede da Escola Superior Colonial, a dependência do Banco de Portugal e, posteriormente, adquirido pela EastBanc, tendo mantido a sua utilização de retalho e escritórios nos últimos anos.
De referir que a EastBanc já adquiriu mais de 20 edifícios em Portugal, tais como o Palacete Ribeiro da Cunha (agora Embaixada). Atualmente detém cerca de 40.000m2 de Área Bruta Locável (ABL) em promoção e gestão imobiliária, e integra uma variedade de projetos, desde propriedades comerciais a escritórios, habitação, residências de estudantes e hotéis.

16/05/2024
Partilhar
Comentários 0